O 5G anda na ordem do dia principalmente depois do aparecimento de smartphones com esta tecnologia. Mas sendo algo novo e, de certa forma, desconhecido, tem levantado algumas questões tanto ao nível da sua utilidade como em relação a potenciais danos na saúde humana. Conhece as respostas às dúvidas mais frequentes acerca do 5G e das alterações que esta trará na socidade. Mas antes, vamos perceber como é que chegámos aqui.

A evolução das redes móveis

Se a próxima rede é o 5G, isso significa que antes desta houve outras quatro. A tecnologia sem fios teve início com a 1G, na década de oitenta, altura em que os telemóveis permitiam apenas fazer chamadas de voz. A evolução para o 2G trouxe as mensagens entre dispositivos, tanto SMS como MMS e foi nesta altura que surgiu também o primeiro iPhone.

Mais tarde, chegou o 3G e com ele os e-mails e o acesso à internet a partir dos smartphones e, finalmente o 4G, a rede móvel atual. Com o 4G tornou-se possível o streaming de vídeo e a informação em tempo real, devido às grandes melhorias na velocidade de download e de upload. E, por fim, o LTE (do inglês “long term evolution”), que tornou a tecnologia 4G ainda mais rápida. Prontos para conhecer o 5G?

O que é o 5G?

5G significa Quinta Geração e diz respeito à quinta geração de redes de comunicações móveis. Vem, portanto, substituir a rede atual, 4G LTE. Cada nova geração chega com todo um conjunto de novos casos de usos, pensados para responder às necessidades futuras da sociedade. O 5G trará maiores velocidades (até 10x superior ao 4G), menor latência e, maior conectividade, potenciada por uma maior densidade de equipamentos por km2 e por uma rede mais robusta e resiliente.

Que benefícios traz a nova geração de rede móvel?

Em primeiro lugar, é preciso frizar que a evolução para o 5G é ela própria uma necessidade. Atualmente há quase 6,5 mil milhões de dispositivos conectados (desde smartphones, computadores, tablets, dispositivos de segurança, sensores de veículos, casas inteligentes, etc) e estes requerem cada vez mais velocidade e maior capacidade de download e de upload.

Começando pela velocidade, numa primeira fase, com os serviços do tipo (Evolved) Mobile Broadband, vamos contar com velocidades máximas acima de 1 Gigabit por segundo. Isto significa fazer download de um filme em 25 segundos, deixar de ter redes congestionadas, com menor tempo de resposta e, num futuro não tão distante assim, a chegada dos carros autónomos.  Além disso, o 5G trará uma maior conectividade de pessoas, máquinas e dispositivos do dia a dia, tornando as cidades e as casas mais inteligentes, seguras e eficientes.

No campo profissional, mais velocidade e menor latência vão aumentar a capacidade produtiva e originar maior mobilidade das equipas, permitindo acesso a cloud e servidores/aplicações internas em todo o lado e com uma experiência similar à rede fixa.

Existem riscos para a saúde?

De acordo com a Anacom, os limites de exposição a ondas de rádio seguem as indicações da International Commission on Non-Ionizing Radiation Protection (ICNIRP), uma entidade reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. Esta entidade expecificou limitações até à dezena de GHz, pelo que as implementações 5G nas faixas dos 700MHz e 3.5GHz estão incluídas nas recomendações atualmente existentes.

Até ao momento, de acordo com os estudos que têm vindo a ser realizados, não existem provas que indiquem que o 5G trará riscos para a saúde, quando a exposição aos campos eletromagnéticos se mantiver abaixo dos limites estabelecidos pela ICNIRP.

Ainda assim, a implementação de uma nova tecnologia pode trazer sempre riscos e, por isso, as entidades reguladoras estão continuamente empenhadas em identificá-los e controlá-los.

Para quando em Portugal?

O objetivo da ANACOM era que em 2020 se dessem os primeiros passos da implementação da tecnologia em Portugal, mas a pandemia veio atrasar os planos. Para facilitar o acesso à informação foi criado o Portal 5G, para que todos (cidadãos, empresas, academia, municípios, entre outros) possam ter acesso à informação e conhecimento sobre as características e potencialidades desta nova geração de redes móveis, bem como a evolução da implementação desta tecnologia em Portugal.

Ainda assim, quando o 5G estiver disponível no nosso país é necessário possuir um smartphone compatível com esta rede, como o iPhone 12, o Samsung Galaxy S20 ou o OnePlus 8 Pro.