A ideia de smartphone modular começou em 2013, quando a empresa Phonebloks apresentou um smartphone feito em Lego, em que cada utilizador poderia personalizar o telemóvel à sua maneira.

Project Ara

A ideia de um smartphone personalizável foi recebida com entusiasmo e partilhada pelo mundo inteiro. O interesse da população fez com que a Google, que era na altura dona da Motorola, comprasse a ideia à Phonebloks.

O projeto (denominado de Project Ara) avançou e foram dadas várias possíveis datas de lançamento mas nenhuma se concretizou. O sonho de um smartphone modular da Google chegou ao fim com o encerramento do projeto em finais de 2016.

A LG e a Lenovo tentaram revolucionar o mercado

Na Mobile World Congress de 2016, a LG lançou o seu G5, com grande destaque para a parte inferior do smartphone, que podia ser retirada para adicionar os complementos.

Mais bateria, melhor câmara e melhor som eram algumas das funcionalidades que podiam ser adicionadas ao G5. A LG abandonou o conceito modular na geração seguinte da linha G...

A Lenovo (atual detentora da Motorola) trouxe uma estratégia diferente com os Moto Mods, introduzidos a par do Moto Z. Os Moto Mods são módulos personalizáveis de capas que podem ser acoplados através de ímanes de um conector na traseira do smartphone.

Através deles podes acrescentar uma coluna para ter melhor som a sair do smartphone, Gamepads para jogos e até mesmo um projetor embutido. Os Moto Mods são o mais próximo que temos de um conceito de smartphone modular, apesar de não ser algo muito popular.

Mas porque é que os smartphones modulares falharam?

Talvez porque é possível melhorar as especificações dos smartphones, mesmo sem a utilização destes módulos.

Queres mais bateria? Usa uma powerbank. Queres melhor qualidade de som? Usa uma colunas de som wireless. Melhor câmara? Utiliza uma lente fotográfica como acessório.

É bastante fácil adaptar cada smartphone consoante o que pretendemos fazer, sem a necessidade de um smartphone modular.

Outro dos principais motivos que apoiavam os módulos era o facto de podermos atualizar os principais componentes do smartphone sem a necessidade de comprar um novo a cada 2/3 anos.

Mas no fundo, isso continuaria a não ser possível, devido à compactação dos componentes e ainda a falta de compatibilidade entre os mesmos nos smartphones, por isso não poderíamos alterar facilmente a CPU, a RAM, as antenas e muito menos o ecrã.

É verdade que seria bastante mais divertido se pudéssemos simplesmente comprar peça a peça, dependendo daquilo que quiséssemos fazer, mas a verdade é que já é possível alcançar o pretendido.

E, sejamos francos, se os smartphones modulares tivessem sido lançados para o mercado, as grandes construtoras de smartphones iriam perder bastantes clientes a longo prazo.