LCD, IPS, OLED, AMOLED. Os tipos de ecrã são vários, mas conheces a vantagem de utilizar um smartphone de ecrã OLED?

São diversos os tipos de ecrã presentes no mercado e, numa altura onde as fabricantes apostam no fabrico de painéis OLED, importa compreender como se diferem dos tradicionais ecrãs e, ainda, explicar o porquê dos seus preços elevados.

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Photo by Paweł Czerwiński / Unsplash

LCD

Escrever este artigo implica, desde logo, falar de ecrãs LCD. Com uma popularidade que se tem vindo a manter, estes ecrãs de cristais líquidos caracterizam-se por ser leves, terem boa portabilidade e capazes de ser produzidos em grandes quantidades. O que os caracteriza? O facto de funcionarem por uma luz na parte traseira do ecrã que está "sempre ligada". O facto de isto acontecer leva a que a representação da cor preta nem sempre ocorra da melhor forma. O mesmo para o contraste do ecrã. Este facto leva a que, as marcas, ao longo dos anos venham a aprimorar o seu software por forma a extrair o máximo de cor possível desta tecnologia.

Dentro da tecnologia LCD temos dois tipos de fabrico. O primeiro de que vos falo é o TFT e, o segundo, o IPS. A grande diferença, que afeta consequentemente a visualização de cores, contraste e ângulo de visão, é que os cristais líquidos que compõem o painel são organizados de forma diferente. Enquanto que a tecnologia antiga (LCD TFT) não reorganizava os píxeis do painel para formar uma imagem, em que a corrente elétrica simplesmente passava para ativar os diversos píxeis, nos ecrãs LCD IPS os píxeis estão agrupados horizontalmente, o que possibilita melhores ângulos de visão e reprodução de cor.

OLED

Fonte: Gearbest

Chegando ao ponto-chave deste artigo, os ecrãs OLED (Organic Light Emitting Diode) sugiram como uma evolução natural no campo das tecnologias de ecrã. Assim, e ao contrário dos cristais líquidos usados para formar imagens, os ecrãs OLED utilizam diódos orgânicos. O que significa isto? Bem, em primeiro lugar, que cada píxel é orgânico, isto é: cada um emite a sua própria luz, sem a necessidade de um painel traseiro a emitir constantemente luz para alimentar a cor dos píxeis.

Em segundo lugar, e deveras empolgante, é a forma como os píxeis podem ser desligados por completo, permitindo os ecrãs fabricados com esta tecnologia  reproduzir pretos fidedignos. Torna-se na diferença mais visível ao comparar com a tecnologia IPS, já que o painel de iluminação, mesmo para reproduzir a cor preta, precisa de estar ligado. Isto possibilita contraste inigualáveis e uma maior poupança de bateria.

Fonte: Corning

Quando aliamos a tecnologia OLED com papéis de parede onde a cor preta é a predominante, ou quando a “interface” do nosso sistema operativo e/ou aplicações é compatível com o famoso "modo escuro", não só protegemos a nossa visão, como o impacto na vida da bateria torna-se ligeiramente mais significativo.

E o AMOLED?

A tecnologia AMOLED junta o OLED ao TFT. O TFT é inserido entre as camadas que constituem o ecrã, ajudando a corrigir o arrastamento que é visível em alguns ecrãs OLED por conta desta iluminação orgânica dos píxeis.

Sim, também temos o Super AMOLED. A principal característica é taxas de resposta inferiores, assim como ecrãs mais finos, algo que possibilita diferentes formas de construir um smartphone.

É tudo bom?

Não. E, mesmo que os ecrãs OLED sejam mais caros de produzir por conta de todo o processo de fabrico, os mesmos podem enfrentar problemas de ghosting ou "ecrã queimado". Que efeito é este?

Bem, de uma forma simples e prática: o facto de os píxeis terem luz própria, pode levar a que um píxel (ou conjunto deles) por estar sempre ligado para formar a mesma imagem e por um longo período, manter a mesma. Especialmente porque, ao contrário da tecnologia LCD, não existir uma correte elétrica a ativar os píxeis. Este efeito vai gerar uma perda de saturação que, em alguns casos, poderá recuperar e voltar ao estado original.

Nos smartphones, atendendo a que a mudança de aplicação para aplicação é frequente, assim como da exibição de diferentes imagens se torna constante, dificilmente se irá notar algo assim. Contudo, no caso das televisões, por exemplo, tal é diferente. Especialmente se tivermos habituados a ver um só canal e o seu logótipo estar quase sempre posicionado no mesmo local.