A descoberta espacial é um desejo com muitos anos e ganha cada vez mais adeptos a cada descoberta das missões que lá aterram.

Nos últimos anos, depois da Lua, Marte está na linha da frente para as missões de investigação espacial. A necessidade de perceber o que nos rodeia leva os países a investirem na descoberta de novas informações acerca do planeta vermelho.

O mês de fevereiro de 2021 vai assinalar a chegada de 3 missões à orbita de Marte, sendo que duas delas são de países estreantes naquele planeta.

A primeira está prevista já para dia 9 de fevereiro e das três que se esperam este mês, é a única que não vai pisar o solo vermelho.

Emirados Árabes Unidos (EAU)

É um dos países estreantes nestas andanças e será então como referi, a primeira a chegar à órbita de Marte. O nome da nave é Hope e o principal objetivo é ficar a orbitar a cerca de 20 mil quilometros da superfície para estudar e tentar compreender melhor a atmosfera que rodeia o planeta.

Por este motivo não é esperado que a Hope toque em terra, aliás se isso acontecer será com toda a certeza mau sinal.

Trata-se portanto de uma sonda meterorológica, cuja investigação será partilhada pelos EAU e pela Universidade do Colorado, que ajudaram também na construção da nave e no planeamento da missão.

China

O gigante oriental é outro dos estreantes em Marte, e espera tocar solo marciano menos de um dia após a missão dos EAU. Relembramos que a China já no passado teve uma tentativa falhada de chegar ao planeta vermelho.

As auoridades chinesas não avançaram muita informação acerca dos objetivos da sua missão chamada Tianwen-1. Sabe-se que o robô chinês deverá passar cerca de três meses a explorar a Utopia Planitia, onde está previsto que aterre.

Resumindo, pelo que se sabe do que foi divulgado na publicação Nature Astronomy, a China quer fazer uma extensa investigação de todo o planeta.

Estados Unidos da América

Um pouco mais tarde, a 18 de fevereiro será a vez da NASA fazer aterrar o seu dispositivo chamado Perseverance.

O objetivo deste robô movido a energia nuclear será recolher amostras que serão recolhidas mais tarde, possivelmente anos mais tarde, por uma outra nave. Outra finalidade desta missão é tentar descobrir algum vestígio que leve a crer que outrora houve algum tipo de vida em Marte.

Mas náo é tudo, o Perseverance terá ainda, ao que se sabe, um dispositivo voador acoplado. Identificado como Ingenuity, o pequeno helicópetero fará curtas viagens de investigação. Caso estas sejam bem sucedidas, será a primeira vez que um aparelho voará por cima de um planeta que não a Terra.

Se as missões dos EAU e China forem bem sucedidas passarão a ser respetivamente o quinto e sexto países a juntar-se ao exclusivo clube onde já estão os Estados Unidos, Rússia (também como URSS), União Europeia e Índia. Tambẽm o Japão já obteve uma tentativa falhada.

A título de curiosidade ficas a saber que até hoje apenas 27 das 56 missões lograram cumprir o seu objetivo de chegar a Marte. Esperamos assim que este mês de fevereiro se completem as 30 missões bem sucedidas.