Hoje, dia 22 de fevereiro e, após as aprovações necessárias, a Samsung disponibilizou as funcionalidades de Eletrocardiograma (ECG) e Tensão Arterial em 31 mercados. Portugal, claro, está incluído no marco.

Após uma longa espera para os utilizadores do Samsung Galaxy Watch Ative 2, lançado a agosto de 2019, e para os do Galaxy Watch 3, lançado a agosto de 2020, a Samsung reuniu as aprovações e certificações necessárias para, a 22 de fevereiro, introduzir as funcionalidades nos seus últimos relógios de topo.

A atualização

A atualização, que pesa menos de 75MB, ficou disponível por via da aplicação Galaxy Wearable, trazendo diversas melhorias. Para além das destacadas nesta publicação, realça-se a integração direta da aplicação de Lavagem de Mãos, em que o relógio passa a detetar automaticamente quando o utilizador inicia a mesma. Uma abordagem seguida pela Apple na sua gama de relógios e que, agora, chega para ajudar e consciencializar mais utilizadores.

Tensão Arterial e ECG

Para os utilizadores interessados nas medições de Tensão Arterial ou ECG, as mesmas ficaram disponíveis ao ser adicionado o Widget ao relógio. É por meio destes que, e no relógio, se pode instalar a aplicação complementar para esta medicação: a Samsung Health Monitor.

Infelizmente, talvez por uma razão de agilizar ou certificação da qualidade das medicações, a Samsung separa esta app da sua primária, a Samsung Health. Infelizmente isto acaba por não ser amigo do utilizador, já que nos vemos obrigados e andar de uma aplicação para a outra.

Algo a ter em atenção é que e, não obstante a necessidade de se ter a atualização, os utilizadores irão precisar de calibrar a aplicação para resultados fidedignos. O processo é simples, sendo que a aplicação fornece imagens descritivas do processo que recorre ao uso de um monitor de pressão arterial. Esta calibração tem de ser repetido por três vezes e com a periodicidade de um mês.

Como é feita esta medição?

Esta funcionalidade só se encontra disponível para estes dois relógios da marca por conta de um sensor próprio e que mede a atividade elétrica do coração. Denota-se ainda a capacidade do relógio, por medições do ritmo cardíaco em segundo plano, ser capaz de avisar qualquer irregularidade, como é o caso da fibrilhação auricular, ou FibA. Esta condição médica é das mais comuns, sendo definida pelo hospital da CUF como:

um tipo de arritmia cardíaca em que existem batimentos cardíacos muito irregulares, e habitualmente rápidos, com 80 a 160 batimentos por minuto. Nessa situação o coração não consegue bombear eficientemente o sangue o que propicia a formação de pequenos coágulos dentro do próprio coração. Esses coágulos podem ser arrastados pela corrente sanguínea e alojar-se em qualquer parte do organismo. Quando atingem as artérias que irrigam o cérebro podem causar um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A fibrilhação auricular é uma das principais causas de AVC.

Importa realçar que, qualquer dado fornecido e considerado de alerta pela aplicação, deva ser reportado ao médico de família ou a outro médico de referência.