O momento pandémico não é para já muito favorável mundo fora, e apesar de a MWC se realizar na Europa, este é um evento mundial, o maior do mundo no que toca ao mobile, que trás visitantes e expositores dos mais variados pontos do planeta.

Imagem da MWC 2019

As perdas financeiras foram em 2020 gigantes, tanto para a cidade catalã, como para expositores e visitantes, mas sobretudo para a GSMA, a entidade organizadora da MWC.

Precisamente para evitar nova hecatombe financeira, a GSMA mantém para já de pé o evento de 2021 que tem data marcada para 28 de junho.

A MWC em Barcelona costuma receber mais de cem mil pessoas, número este que segundo as previsões da organização deverá ser reduzido para metade em 2021.

A GSMA avança que para garantir a segurança de todos os presentes será obviamente obrigatório o uso de máscara  e as aglomerações de pessoas serão controladas. Mais ainda, todos quantos queiram frequentar aquele evento terão de apresentar um teste negativo à COVID-19 efetuado no máximo nas 72 horas anteriores.

São procedimentos de segurança importantes, mas na verdade não são garantia total de que não hajam casos associados ao evento.

São milhares de pessoas, de todos os cantos do globo, com muitas horas de viagem e muitos aeroportos, qualquer um por mais cuidado que haja pode ser infetado. Logo a disseminação do vírus dentro da MWC 2021 é uma possibilidade real, mesmo com testes nos dias anteriores.

Houve já exemplos de eventos mundo fora, que foram pontos de contágio entre os seus participantes.

As marcas são fulcrais para o sucesso da MWC

Stand da Huawei na MWC 2019

Outro problema será a logística das marcas, todos sabemos que habitualmente a MWC é um evento em que os visitantes querem tocar e mexer nos novos smartphones. Tal terá que ser controlado para haver uma correta desinfeção dos equipamentos antes de trocarem de mãos.

Mesmo que a decisão de manter de pé a MWC 2021 seja definitiva, o que vai ditar o sucesso ou insucesso desta é sem dúvida a presença das marcas.

Relembramos que já em 2020 a GSMA tentou segurar o evento até à última, e só quando se tornou efetiva a desistência das marcas mais importantes, é que chegaram à conclusão que não estavam reunidas as condições necessárias.

As marcas também terão que avaliar se nas condições atuais valerá a pena colocar os seus colaboradores em risco, eles serão dos que mais vão estar sujeitos, pois estarão em contacto com milhares de pessoas durante os quatro dias do evento.

Claro que se compreende a vontade da GSMA de colocar o evento de pé, contudo será uma tarefa que não se adivinha nada fácil.